Sindicância Investigativa apura que acusações de uso de medicamentos odontológicos vencidos são falsas

Sindicância Investigativa apura que acusações de uso de medicamentos odontológicos vencidos são falsas
Em todos os depoimentos, inclusive do próprio denunciante, foi unânime a informação de que nunca houve ordens para que fossem usados medicamentos ou insumos vencidos em pacientes. Depoimentos também apontam que um protocolo de descarte de medicamentos e insumos vencidos é seguido rigorosamente pelos servidores e que a indicação desse protocolo é fazer a separação desse material três dias antes do prazo de vencimento. O resultado da apuração foi apresentado em coletiva de impressa realizada na manhã desta quinta-feira (28) no Centro Administrativo. A reunião também contou com a presença de vereadores e imprensa.

De acordo com a Procuradoria Geral do Município, o objetivo da sindicância é apurar se os agentes tinham conhecimento da existência de medicamentos vencidos na unidade, se estavam sendo coagidos a usarem esses medicamentos e se eles foram usados em algum paciente. De acordo com a apuração, uma servidora da unidade havia separado medicamentos vencidos para serem recolhidos naquela semana pela Vigilância Sanitária. Esses medicamentos venceram durante a pandemia, período onde os atendimentos odontológicos estavam suspensos.

Segundo as informações colhidas na investigação, a foto de medicamentos vencidos que foi publicada em várias redes sociais pela vereadora, era na verdade desses medicamentos já separados para o descarte. Os relatórios de Protocolo de Controle Interno também comprovam que a Unidade do Caic não recebeu qualquer medicamento vencido da Secretaria Municipal de Saúde naquela semana, conforme afirmou a vereadora nas redes sociais.

Diante das acusações falsas, o processo foi arquivado e a Sindicância recomendou à Secretaria Municipal de Saúde que a Vigilância Sanitária aumente a frequência de retirada de medicamentos vencidos, bem como a fiscalização nas unidades odontológicas do Município. O servidor que fez a acusação à vereadora será submetido a um processo administrativo devido à disseminação de informações falsas.

Uma cópia do relatório do processo de sindicância será encaminhada para a Câmara Municipal de Araxá e ao Ministério Público de Minas Gerais para as devidas providências – uma vez que as duas instituições foram acionadas pela vereadora responsável pela disseminação das notícias falsas nas redes sociais. Todo o processo foi acompanhado pela Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, formada pelo presidente vereador Valtinho da Farmácia, o relator vereador Dr. Zidane e a vereadora Maristela Dutra, que elogiaram e destacaram o trabalho imparcial feito pelo Município.