Câmara debate plano de carreira dos servidores municipais da Educação

Câmara debate plano de carreira dos servidores municipais da Educação

Além dos secretários municipais, nenhum vereador da bancada do prefeito Jeová Moreira da Costa participou do Fórum

A Câmara Municipal realizou na tarde da última segunda-feira, 25, dois Fóruns Comunitários envolvendo o setor de educação. O primeiro Fórum debateu o plano de cargos e salários dos servidores da Secretaria Municipal de Educação, por meio de requerimento do vereador Juninho da Farmácia (DEM). O segundo atendeu o pedido do vereador Fabiano Santos Cunha (PRB) e debateu a ausência de professores de Educação Física nas escolas e creches municipais de Araxá (1º ao 5º ano).

Porém, a secretária de Educação, Maria Célia Araújo Oliveira não participou dos Fóruns, o assessor municipal de Assuntos, Jonathan Ferreira e o secretário municipal de Planejamento Gestão, Jorge Borba, também não compareceram à Câmara Municipal, nem mesmo enviaram um esclarecimento aos vereadores e demais participantes sobre o não comparecimento ao Legislativo.

Além dos secretários e da Associação dos Servidores Públicos da Prefeitura e Câmara Municipal de Araxá (Aserpa), que também não compareceu, nenhum vereador da bancada do prefeito Jeová Moreira da Costa participou dos Fóruns. O Departamento de Jornalismo da Rádio Cidade buscou uma explicação sobre a ausência do Executivo nos Fóruns, porém a Assessoria de Comunicação da Prefeitura não enviou nenhuma informação ou nota esclarecendo a situação.

Plano de Cargo e Salário

O primeiro Fórum Comunitário da Câmara Municipal de Araxá debateu o plano de cargos e salários dos servidores da Secretaria Municipal de Educação, por meio de requerimento do vereador Juninho da Farmácia (DEM). De acordo com ele, os principais questionamentos foram referentes à revisão de vencimentos do funcionalismo que não vem sendo cumprida desde que o plano foi aprovado no final de 2009 (lei municipal nº 5.564 de 23 de dezembro de 2009).

Além dos vereadores, a audiência contou com a participação do Sindicato dos Servidores Públicos de Araxá e Região (Sinplalto). Representantes do Poder Executivo, da Associação dos Servidores Públicos da Prefeitura e Câmara Municipal de Araxá (Aserpa) que foram convocados não compareceram, sendo motivo de críticas e lamentações por parte dos parlamentares.

De acordo com o presidente do Sinplalto, Hely Aires, o artigo 36 da lei municipal 5.564 trata sobre a progressão horizontal e individual dos servidores da Educação e nunca foi cumprida desde a aprovação da lei.

“É lamentável que a prefeitura, sabendo desta lei, não houve sequer o pagamento devido à progressão que o servidor tem direito. A lei foi aprovada no apagar das luzes no final de 2009, quando foi instituído o Piso Nacional da Educação, e naquela época participamos dos debates, sendo aprovado um presente de grego para o servidor. Debatemos esta questão, com a participação do então presidente da Casa, vereador Roberto (do Sindicato), e foi aprovada uma emenda à lei de ela seria revista após 180 dias de sua promulgação, e estamos em 2013 e nenhum assunto interno sobre essa revisão foi feito”, afirma o sindicalista.

Segundo o vereador Juninho da Farmácia, a lei foi aprovada naquela época sob alegação feita por parte do Executivo de que o município perderia a verba do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), além de os professores terem sido favoráveis na época, após discussão junto aos vereadores, pela aprovação da mesma.

“E hoje temos a insatisfação de ver esses servidores e a população araxaense sem resposta. Acho que a criação do Fórum Comunitário foi um grande ganho, na época idealizada pelo então presidente vereador Roberto (do Sindicato), e é o local onde a população vem para cobrar ou fazer valer os seus direitos. Como não tivemos a presença da prefeitura e da Aserpa, a Casa vai fazer do direito, por meio do nosso Regimento Interno e da Lei Orgânica do Município, de ter as respostas quanto às indagações que foram levantadas sobre esse plano de cargos e salários dos servidores da Educação, principalmente no que se refere aos 2% de avaliação. Hoje estão com os seus vencimentos prejudicados por causa da deficiência desses salários”, conclui Juninho.

Professores de Educação Física

O segundo Fórum atendeu o pedido do vereador Fabiano Santos Cunha (PRB) e debateu a ausência de professores de Educação Física nas escolas e creches municipais de Araxá (1º ao 5º ano). Cerca de 16 professores estão sem dar aulas porque, segundo eles, a Administração Municipal decidiu que os professores regentes que darão as aulas de Educação Física.

A professora de Educação Física e representante da classe, Márcia Helena de Resende, afirma essa situação que é inconstitucional. “Só pode ministrar aulas de Educação Física o professor que é habilitado para isto. O Concurso Público foi feito para os anos iniciais e finais da Educação Física e os professores que foram efetivados, foram somente para os anos finais, ou seja, do 6º ao 9º ano, o que deixa uma lacuna em relação aos professores dos anos iniciais”, explica. Ela acrescenta que atualmente existe uma demanda de 153 turmas, 16 escolas e quase 4 mil crianças sem aula de Educação Física, do 1º ao 5º ano em Araxá, mesmo tendo professores aprovados no concurso e que deveriam estar atuando com esses alunos.

Segundo ela, cada um dos professores prejudicados deve fazer um pedido pessoal e por escrito junto à administração municipal, buscando colocação. “Não temos a intenção de bater de frente com quem quer que seja, queremos ter nossos direitos garantidos e resguardados, sem ter a necessidade de recorrer à Justiça para isso”, completa.

Informações: Rádio Cidade e Diário de Araxá

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