Sinplalto reivindica piso nacional da educação em audiência na Câmara Municipal de Serra do Salitre

Sinplalto reivindica piso nacional da educação em audiência na Câmara Municipal de Serra do Salitre

Uma nova audiência será realizada no próximo dia 30 de setembro e contará com a presença do prefeito Cresmar Ribeiro

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá e Região (Sinplalto) reivindicou o direito ao Piso Nacional da Educação, o rateio do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e a reforma do plano de cargo e salário durante audiência realizada na Câmara Municipal de Serra do Salitre na última segunda-feira, 19. Dezenas de servidores acompanharam a reunião que teve como objetivo repassar aos vereadores as reivindicações imediatas da categoria. Uma nova audiência será realizada no próximo dia 30 de setembro e contará com a presença do prefeito Cresmar Ribeiro, a secretária municipal de Educação e a assessoria Jurídica que foram convocados pelos vereadores a pedido do presidente do Sinplalto, Hely Aires.

A reforma imediata do plano de carreira, o rateio da sobra da verba do Fundeb e o pagamento do piso nacional da Educação são as exigências da categoria. A destinação dos investimentos é feita de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. O acompanhamento e o controle social sobre a distribuição, a transferência e a aplicação dos recursos do programa são feitos em escalas federal, estadual e municipal por conselhos criados especificamente para esse fim. Em Serra do Salitre, a sobra do recurso nunca foi dividida entre os servidores da Educação, como determina a legislação.

A outra reivindicação é o cumprimento do piso salarial nacional. A lei federal 11.738/2008, estipula o vencimento contratual em R$1.187.97 para uma jornada de até 40 semanais. O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade do piso salarial nacional dos professores da educação básica da rede pública. Criado pela Lei nº 11.738/08, o piso era questionado na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 4167, pelos estados do Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Para os estados, a lei feria o pacto federativo e teria impacto financeiro negativo, o que foi julgado improcedente pelos ministros.

Antes da reunião na Câmara Municipal, o presidente do Sinplalto encontrou o prefeito em uma apresentação do projeto de construção de uma fabrica de calcário na cidade. Hely conversou com o chefe do Executivo e expôs as reivindicações dos servidores, não só da educação, mas também de toda classe, que exigem a correção de algumas distorções existente no plano de carreira da categoria. O prefeito adiantou que a situação da prefeitura não e fácil, já que deve um comunicado do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais  que o município ultrapassou o limite de gastos com a folha de pagamento.

No mesmo dia em que a convocação foi feita pela Câmara, os vereadores aprovaram uma suplementação de R$ 424 mil para a folha de pagamento. O prefeito informou que pedirá até o fim do ano a abertura de mais suplementação para tentar fechar o ano com a folha no limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Cresmar disse que vai comparecer a reunião no próximo dia 30 de setembro para prestar esclarecimentos sobre o assunto e ainda debater outros que possam trazer benefícios para a classe. “Nós estamos sempre aberto ao dialogo, exemplo disso, foi quando juntamente com o sindicato resolvemos a questão da devolução valores aos servidores municipais. Agora, vamos sentar para sanar qualquer dúvida e buscar soluções possíveis”, afirma o prefeito.

Segundo Hely, todos os servidores devem comparecer a Câmara Municipal no próximo dia 30 de setembro, às 19h. “Mesmo com as dificuldades, o prefeito já sinalizou que está aberto para o dialogo e queremos a presença de toda a categoria para juntos encontrarmos uma solução para as reivindicações apresentadas. A nossa reunião foi bastante positiva e as expectativas são as melhores possíveis para o próximo dia 30. Só temos que lamentar a atitude de uma diretora de escola que ameaçou, intimidou, um grupo de servidores da educação que participaram da manifestação da categoria. Isso, é assedio moral e, caso aconteça de novo, iremos encaminhar o assunto ao Ministério Público do Trabalho para apuração do caso e punição dos responsáveis”, afirmou o presidente do Sinplalto.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *